sexta-feira, 28 de julho de 2017

Crítica: O Filme da Minha Vida


A história acompanha Toni Terranova (Johnny Massaro), filho de pai francês e mãe brasileira, que vai estudar na capital e quando volta encontra o pai indo embora para a França. O modo como a trama se desenrola se mostra mais complexa que sua premissa básica, mas ainda assim tão simples quanto.
O filme se mostra simples em todos os aspectos mas não pequeno, a fotografia de Walter Carvalho ressalta as grandezas do cotidiano tanto quando usa primeiríssimos primeiros planos como também planos gerais. Também há uma coloração sépia que contribui para a imersão do espectador na época mais antiga.
Tudo na obra colabora para que o espectador esteja imerso dentro da narrativa, o design de produção e os figurinos dos personagens retratam fielmente a década de 60. Selton Mello é o diretor e faz um belíssimo trabalho, os elementos que a narrativa apresenta têm importância e inclusive significados, como a moto do pai ou trem. Algo que deve ser apontado é que o principal conflito do filme demora um pouco a aparecer, mas quando aparece é fortalecido pela experiência que o espectador teve com aqueles personagens.
Ponto alto na carreira de cada um que participa do filme, “O Filme da Minha Vida” é sensível e funciona em todos os aspectos. Vale a pena ficar de olho nos próximos projetos de Selton Mello.



NOTA 8/10


Por: L. Denipoti

sábado, 22 de julho de 2017

Crítica: Depois de 4 anos longe do cinema, o diretor Edgar wright retorna às telonas com muito estilo em “Em Ritmo de Fuga”.


Depois de 4 anos longe do cinema, o diretor Edgar Wright (Homem - Formiga) retorna às telonas com muito estilo em “Em Ritmo de Fuga”. Extremamente divertido, o filme funciona tanto como um filme de ação como também uma obra autoral, sendo uma ótima mistura desses dois e também funcionando como respiro em meio as grandes produções relacionadas a grandes sagas que saturam a indústria. 

terça-feira, 20 de junho de 2017

Crítica Melodrama - "Pode esperar pra se reconhecer em muitas das faixas".


Melodrama
Substantivo masculino
1.mús teat gênero de obra dramática, desenvolvido a partir do sXVIII, cujo texto é acompanhado de música instrumental.
2.teat drama popular, por vezes com acompanhamento musical, que se caracteriza por enredo complicado e pelo exagero de situações violentas e patéticas.
Lorde (Ella O’Connor, 19 anos) é a dona de muitos corações de fãs da música desde 2013. Segundo o inesquecível David Bowie: “o futuro da música”. Dona de uma voz e de uma performance inimitáveis, a jovem fala por si só, através do que faz do que conhecemos como seu melhor, suas músicas!
Melodrama é o segundo álbum de Lorde, lançado simplesmente 4 anos depois de seu primeiro, Pure Heroin, que foi um sucesso mundial, rendendo a ela 2 grammys pra faixa Royals (só de ler o nome já da vontade de dançar), além de uma fama única para artistas dessa idade. O Metacritic do novo álbum é de 90 pontos!

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

"O mais novo filme de Denis Villeneuve mistura ficção científica e drama num filme tecnicamente impecável " Crítica - A Chegada (Sem Spoiler)


O mais novo filme de Denis Villeneuve mistura ficção científica e drama num filme tecnicamente impecável, que é levantado pelo diretor que faz um ótimo trabalho e do roteiro exemplar.
A trama se inicia quando Louise Banks (Amy Adams), uma renomada linguista, é procurada por coronel Weber (Forest Whitaker) para se comunicar com alienígenas recém-chegados à terra. O enredo é simples, mas a medida que avança passa a apresentar novos meandros que só elevam a obra.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A garota no trem (2016) - Muito propõe e pouco entrega!


MUITO PROPÕE E POUCO FUNCIONA

O filme segue a história de Rachel (Emily Blunt): uma mulher divorciada atormentada por traumas passados e que se afoga em bebidas alcoólicas. Diariamente ela pega o mesmo trem e sempre presta atenção no cotidiano dos moradores, mas em especial de Megan (Haley Bennett), a babá dos filhos do ex-marido com outra mulher. A trama tem início quando Megan desaparece e Rachel se torna uma suspeita do caso. O filme aborda diferentes núcleos e diferentes tempos, na maioria das vezes isso não fica claro e confunde o espectador. Outro aspecto em que o roteiro não funciona é o grande número de conveniências que apresenta, tornando vários dos eventos pouco críveis e sem credibilidade.
A fotografia do filme tem pontos interessantes, em certos momentos que mostram Rachel bêbada a câmera fica levemente trêmula e desfocada mostrando ao público o estado dela. Considerando que o filme tem uma fotografia azulada, ele acerta ao mostrar uma fotografia com uma tonalidade mais quente quando mostra Megan, uma personagem muito sexualizada durante o filme.
A obra acerta em certos artifícios que enriquecem a trama, como Rachel bebe muito ela acaba esquecendo um evento crucial para a trama. A montagem mostra vários flashes do acontecimento fora de contexto e bota uma pulga atrás da orelha do público.
A atuação da Emily Blunt é um dos pontos mais fortes do filme, diferente de com outros personagens o roteiro trabalha a favor dela. Uma virada Na trama que acontece no final do segundo ato ajuda a atriz a crescer ainda mais.
O filme vai apresentando diversos elementos e prepara a história para uma revelação no final, mas vai por água abaixo no fim do segundo ato. A conclusão do filme é muito jogada e preguiçosa, de repente o roteiro fica piegas e tem direito até a frase motivacional no fim do filme.
Tendo seus acertos e erros, “A garota no trem” é um filme que vai trilhando um caminho, mas confunde o espectador e a si mesmo apresentando um final esperado de um filme medíocre de mistério. A ótima atuação de Emily Blunt, a direção competente de Tate Taylor e a trilha sonora de Danny Elfman fazem com que o filme não seja um completo fiasco.

NOTA 6/10


Por: L. Denipoti

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Inferno (2016) - menos polêmico e mais divertido.


Ron Howard volta a dirigir uma aventura de Robert Langdon (Tom Hanks) pela Europa. Dessa vez mais divertido e menos polêmico, o terceiro filme é bem familiar, tendo muitas charadas e reviravoltas em sua trama. Assim como os outros ele é uma adaptação de um livro do Dan Brown, e como qualquer adaptação, há mudanças.
A história se inicia com um prólogo que mostra Bertrand Zobrist (Ben Foster), um famoso bioquímico, sendo perseguido pelo agente Bruder (Omar Sy) e ajudantes. Zobrist, vendo-se encurralado, se joga do alto de uma torre e se mata na frente dos perseguidores. Logo após essa sequência encontramos nosso protagonista, Robert Langdon, acordando num hospital ferido e com amnésia. Ele descobre que está sendo caçado e a brilhante Dra. Sienna Brooks (Felicity Jones) o ajuda a fugir.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Crítica Stranger Things: Uma aula de como fazer uma homenagem contando um boa história.


Stranger Things é uma grande homenagem aos anos 80. Fato que não é negado pelos criadores da série, os irmãos Duffer. Do roteiro à cenografia, a série é recheada de referências e easter eggs organicamente colocados ao longo da temporada. Apesar disso, o grande mérito da série é a construção dos personagens e o desenrolar dos mistérios, que fazem o espectador ter grande interesse pela série, mesmo que não sinta a nostalgia dos anos 80.


A série tem como ponta pé inicial o desaparecimento de Will (Noah Schnapp) após uma partida de RPG com os amigos Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin). A partir daí, seus amigos começam uma busca por will, mas várias "coisas estranhas" acontecem, como o aparecimento de Eleven (Millie Bobby Brown), uma estranha menina com estranhas habilidades.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Crítica da quarta temporada de House of Cards


House of cards chega ao seu ápice em uma temporada focada no casal underwood e no marketing.

A série deixa de lado tramas secundários, que geralmente são desinteressantes, e se dedica de vez à jornada de Frank (Kevin Spacey), Clair (Robin Wright) e o estranho relacionamento entre os dois. Entender esse casal não é uma tarefa fácil, os dois não são nada românticos ou carinhosos, mas ambos têm uma capacidade incrível de conhecer e compreender o outro. Mais do que um casal, os underwood são parceiros que só tem um objetivo, o poder.


Essa temporada proporciona a oportunidade de vê-los separados, agindo um contra o outro, em um jogo de xadrez político no qual ambos se machucam. A série se entrega à dinâmica do casal, mostrando a interdependência dos dois.
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